Fiquei presa em Samui durante uma tempestade — o que aprendi
O céu era um lençol de seda, pesado e abafado pela chuva, quando pisei pela primeira vez em Koh Samui. Eu havia imaginado tardes ensolaradas e coqueiros preguiçosos, com as famosas praias da ilha brilhando como um colar de pérolas. Em vez disso, fui recebida por uma tempestade tropical daquelas que fazem você repensar tudo o que achava que sabia sobre a cor cinza.
Mas enquanto o vento sacudia as persianas da minha pousada e a chuva transformava as ruas de areia em pequenos rios risonhos, eu me vi aprendendo o verdadeiro ritmo de Samui — aquele que se move mais devagar, mais suavemente e com mais alma quando o clima dá uma pausa na vida da ilha.
Quando a Praia Desaparece: Encontrando Abrigo e Consolo
A praia de Chaweng, com seu habitual desfile de banhistas e vendedores de pipas, estava estranhamente silenciosa. As ondas estavam bravas, lançando pedaços de madeira e chinelos esquecidos na costa. Era tentador lamentar os pores do sol perdidos e os passeios de snorkel, mas, em vez disso, vaguei pelas ruas vazias e encontrei abrigo inesperado em pequenos cafés à beira da estrada.
Um dos meus favoritos era o abraço gentil de A página na biblioteca. Os funcionários me receberam, encharcados pela chuva e um tanto envergonhados, com um bule de chá de capim-limão e o sorriso tímido e experiente de quem já enfrentou muitas monções. Você pode encontrar o local no Google Maps digitando: The Page at The Library.
Lá dentro, o aroma de pandan e coco vinha da cozinha. Eu rabiscava anotações no meu diário, observando outros viajantes se reunirem em volta de mesas baixas, trocando histórias comoventes e recomendações sobre o melhor arroz doce com manga. Descobri que as tempestades são eventos comunitários em Samui — uma desculpa para desacelerar, para ouvir, para aprender.
Dica: Quando o tempo mudar, não tenha pressa. Permita-se desfrutar dos cafés e restaurantes locais com calma. Alguns dos sabores mais memoráveis da ilha — como o curry verde do Restaurante Green Bird (Procure por Green Bird Restaurant Chaweng no Google Maps) — são melhor apreciados lentamente, com a vista da chuva desenhando padrões preguiçosos na janela.
Templos na Névoa: Em Busca da Calma em Wat Plai Laem
Com as praias interditadas, busquei refúgio no interior. O ar estava denso de cheiro de terra molhada enquanto eu caminhava até... Wat Plai Laem—um complexo de templos composto por mosaicos brilhantes e o sorriso sereno de Guanyin, a Deusa da Misericórdia. A chuva havia dispersado a multidão, e eu vagueava pelos jardins quase sozinho, com os pés chapinhando suavemente sobre os azulejos encharcados.
Ali, a fumaça do incenso se misturava à névoa, e o lago cintilava com a graça serena das flores de lótus. Observei os moradores acenderem velas, suas preces flutuando para o alto com a chuva. Foi um lembrete: a beleza é paciente, e em Samui, muitas vezes ela espera por você na quietude entre as tempestades.
Como chegar lá: Você pode procurá-lo no Google Maps digitando: Wat Plai Laem.
O Coração da Vila dos Pescadores
Nas noites em que a tempestade se transformava em garoa, eu me sentia atraído por Vila de Pescadores Bophut. As ruelas estreitas, enfeitadas com lanternas, estavam escorregadias por causa da chuva. Vendedores ambulantes me ofereciam panquecas de banana quentinhas, e o aroma de açúcar caramelizado era um pequeno consolo contra a umidade.
No Coco Tam's, Afundei-me num pufe sob um teto de palha e observei o mar ondular sob um céu nublado. Os moradores locais contavam histórias da antiga Samui — quando os búfalos superavam em número os turistas e os pescadores cantavam para atrair a sorte do mar. A chuva suavizou suas vozes, mas não suas risadas.
Dica: Não deixe que o tempo o prenda em casa. A Vila dos Pescadores é vibrante mesmo na chuva, com boutiques e restaurantes que oferecem abrigo e histórias. Você pode encontrá-la no Google Maps digitando: Vila dos Pescadores Bophut ou Coco Tam's.
Lições de viagem lenta
Passei três dias encharcados de chuva em Koh Samui. O sol só apareceu brevemente, com seus tons dourados, mas parti com o coração mais cheio do que se todos os dias tivessem sido perfeitos e ensolarados. Eis o que aprendi, caso você também se encontre nos braços de Samui durante uma tempestade:
- Esqueça o itinerário. A magia muitas vezes acontece quando os planos se desfazem.
- Busque as pequenas alegrias: O calor de um roti fresco, a gentileza de estranhos, o brilho das luzes do templo na chuva.
- Leve pouca bagagem, mas tenha paciência. Tempestades, assim como viagens, têm seu próprio momento.
- Deixe-se envolver pela alma da ilha, não apenas por suas paisagens. Às vezes, a verdadeira beleza se encontra no silêncio, na espera, na chuva.
Koh Samui, sob a chuva, não é o cartão-postal que você espera. É mais tranquila, mais profunda e — se você permitir — infinitamente mais generosa. E enquanto eu observava as nuvens se dissiparem, o suficiente para que um raio de luar tocasse o mar, percebi: às vezes, ficar preso é apenas outra forma de ser encontrado.
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